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Página Inicial Matérias geral Redes de relacionamento mantêm lado obscuro

CRIMINOSOS SE APODERAM DE INFORMAÇÕES, FAZENDO VÍTIMAS NO MUNDO REAL

POR  SANDRA CUNHA   |  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Como nem tudo neste mundo é perfeito, as redes de relacionamento também guardam, de uma maneira muitas vezes eufemista, seu lado obscuro. Pedofilia, estelionato, roubo, sequestro, espionagem empresarial e até confrontos com hora marcada fazem parte dessa triste realidade, que, desconhecida por alguns e mal utilizada por outros, transforma os sites em uma espécie de disputa, lembrando os filmes de faroeste, entre os bons moços (usam apenas para diversão) e os bandidos (que até na internet conseguem transgredir as leis).

A Justiça brasileira tem, nesses últimos anos, se preocupado muito com os crimes cibernéticos, principalmente nas redes sociais como Orkut, Twitter e Facebook. A preocupação se dá na mesma proporção em que o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) divulga um estudo em que consta que 85% da elite brasileira confia na internet como fonte de informação e 91% dos entrevistados buscam dados na web antes de efetuar uma compra. Em um relatório divulgado pelo ONG Safernet, cerca de 90% das denúncias de pedofilia registradas no Brasil, em 2007, tinham relação com o conteúdo do Orkut. Até pouco tempo atrás, o Google dificultava de todas as maneiras o envio de informações pessoais de seus “correntistas” para o Ministério Público, complicando a ação da Justiça.

Segundo Thiago Tavares, presidente da Safernet, isso fez com que os criminosos vissem o  site como o porto seguro para crimes. “Depois de inúmeras denúncias, a empresa americana se comprometeu a liberar informações, mediante determina-ção dos órgãos responsáveis. Infelizmente, não temos conhecimento de nenhuma pesquisa atual em que conste a informação de que, com essa nova política de ‘liberação’, os crimes diminuíram.”

Outra situação corriqueira nesse ambiente são os crimes de estelionato. Muitos usuários colocam nome, número de telefone, endereço e outros documentos pessoais. Com apenas esses dados, o criminoso consegue clonar cartões, identidades e desviar dinheiro de contas bancárias.

Sem contar o delito prostituição (sim, é um delito). Em apenas alguns segundos de navegação, é fácil encontrar homens e mulheres que vendem seus corpos e usam os  sites para divulgar fotos e marcar encontros. Além de brigas marcadas e comentadas depois, sendo isso mais um absurdo que os usuários dessas redes têm praticado.

Em Diadema, na Grande São Paulo, por exemplo, 87 adolescentes foram detidos, no dia 26 de março de 2009, por iniciarem uma briga que foi marcada, como se agendassem uma reunião de negócios, em uma praça da cidade. Por sorte ninguém se feriu.

Diante de todos esses fatos, fica claro que as redes sociais são impor-tantes, isso ninguém nega, porém, depende de como e para o que são utilizadas. De acordo com o coordenador do Movimento Internet Segura, Djalma Andrade, para qualquer ação em nossas vidas, existem riscos associados. “Desde que tenhamos consciência das informações que queremos compartilhar (usuário ou empresa), os riscos podem ser mínimos ou aceitáveis para obtenção do resultado pretendido.

Para isso, e principalmente para usuários domésticos, deve-se considerar que a exposição excessiva de informações detalhadas pode trazer aborrecimentos ou complicações, pelo uso de tais informações para aplicação de golpes, ameaças, chantagem, etc.” O especialista informa ainda que não existe receita segura, mas alguns cuidados são fundamentais. “Como exemplo, podem ser definidas as informações que serão compartilhadas. Em se tratando de usuários domésticos, é recomendável que evite a divulgação de número de documentos, datas diversas (como aniversários), endereços completos, detalhes sobre familiares, etc. É importante ter atenção redobrada também com relação a onde e como irá manter as informações (local onde o usuário poderá controlar o acesso e se o mesmo poderá ser generalizado por qualquer internauta).”

Outros cuidados devem ser observados pelos usuários, como as comunidades que frequentam. Muitas vezes o usuário pode colocar entre suas comunidades um  link  da empresa que trabalha (ou trabalhou), expondo seus funcionários e diretores a ações de criminosos. O mesmo cuidado deve ser adotado com comunidades de escolas, universidades e academias. Essas dicas podem, sim, tornar o usuário vulnerável, pois o bandido facilmente visualiza sua foto na rede de relacionamento e, de posse dessa imagem, pode interceptá-lo nos locais que frequenta, podendo configurar nas comunidades das quais faz parte.

EMPRESAS TAMBÉM SÃO VÍTIMAS

Uma pesquisa realizada pela National Cyber Security Alliance (NCSA) descobriu que 57% dos usuários de redes de relacionamentos virtuais, como é o caso do Orkut e do MySpace, já divulgaram informações pessoais críticas que normalmente não revelariam. Segundo o site ITPro, alguns especialistas acreditam que empresas possam estar em risco, já que seus empregados podem divulgar informações confidenciais em âmbito público. O estudo da NCSA também descobriu que, mesmo com os avisos dos perigos para segurança, 83% dos entrevistados já baixaram arquivos de perfis de pessoas que eles não conheciam ou não tinham certeza do conteúdo.

O executivo da empresa de segurança Trend Micro Raimund Genes disse que preocupações quantoa  copyright  e assédio on-line foram substituídas por ameaças direcionadas motivadas por ganância. “No cenário atual do perigo, as motivações são mais frequentemente ganhos financeiros. Como visto no estudo da NCSA, a grande maioria de usuários de sites  de relacionamentos está feliz em compartilhar dados pessoais com estranhos. Isso resultará em fraudes envolvendo dinheiro”, argumentou.

De acordo com ele, essas brechas de segurança são relevantes para empresas que utilizam esses  sites  como veículos de marketing. “É o que transforma tais redes sociais em meios alternativos para envios de e-mails em massa, conforme noticiou o site ITWeek”, lembra Genes.

Andrade esclarece que a grande maioria das empresas possui  softwares e hardwares específicos para controle de acesso interno e externo a partir de suas redes. “Assim podem controlar quais tipos de acessos e por quem poderão ser efetuados (registrando cada ação). Tais controles são eficientes. Contudo é fundamental entender que não existe ‘uma bala de prata’ que irá resolver todos os problemas e desafios relacionados à segurança, que deve ser tratada em camadas (pessoas, processos, tecnologias). Portanto, capacitar econscientizar o usuário são tão fundamentais quanto possuir processos e procedimentos de uso, bem como operação bem definidos e tecnologias de controle e proteção. A soma dessas três dimensões traz condições de uso com proteção adequada.”

FERRAMENTA EFICAZ NA CONQUISTA DE CLIENTES

A Nielsen, empresa mundial responsável por importantes análises  de mercado, divulgou, em 2009, o relatório mundial sobre navegação. As informações decorrentes desse estudo são fundamentais para enender como cativar os clientes e aumentar as vendas.

A companhia divulgou que visitados por mais de dois terços (67%) da população on-line mundial, os members   communities,  que englobam as redes de relacionamento e blogs,  se tornaram a quarta categoria on-line mais popular (à frente do e-mail  pessoal). O crescimento é duas vezes maior que qualqueroutro dos quatro maiores setores (busca, portais,  software para PC e  e-mail ), de acordo com um abrangente relatório da  The Nielsen Company “Global Faces and Networked Places” (Faces Globais e Lugares Plugados) disponibilizado recentemente, documento que revela a nova marca global das redes de relacionamentos.O estudo destaca ainda outras informações relevantes:

• O maior aumento no número de visitantes em  sites  veio de pessoas entre 35 e 49 anos;

• No Brasil, o Orkut tem o maior alcance (70%) do que qualquer outra rede social em todo o mundo;

• O Facebook tem o maior tempo de permanência no site  entre as 75 maiores marcas em todo o planeta. Segundo John Burbank, CEO da Nielsen Online, redes de relacionamento têm se tornado uma parte fundamental da experiência on-line mundial. “Embora dois terços da população on-line global já acesse os sites   member  communities, as vigorosas adoção e migração de tempo não mostram sinais de redução. As redes de relacionamento irão continuara alterar não só o cenário on-line mundial, mas também a experiência do consumidor. Este estudo mostra como.”

De acordo com o relatório da Nielsen, o Facebook (a rede de relacionamento mais popular no mundo) é acessado por três em cada dez pessoas on-line por mês, em nove mer-cados onde a Nielsen pesquisa o uso da rede de relacionamento. O relatório fornece insights sobre a constante mudança no tamanho e na composição da audiência da rede de relacionamento global e sobre a crescente participação do tempo na internet que isso representa. O estudo também analisa como os principais provedores estão convivendo e o que os publicitários e editores podem fazer para tirar vantagem desse fenômeno, que são as redes de relacionamento.

Para Djalma Andrade, a internet é um mar de oportunidades e novidades constantes. “Entendendo como os usuários fazem uso dessas novidades, pode-se sim trazer resultados significativos para as empresas. Há uma busca constante das companhias em ‘se aproximar’ de seus clientes e usuários, e a internet definitivamente pode contribuir em muito com isto.”

Outras descobertas:

Um em cada 11 minutos on-lineno mundo é decorrente dos  sites  de redes de relacionamento e  blogs;

A audiência das redes de relacionamento e  blogs está se tornando mais diversificada em termos de idade: o maior aumento nos visitantes dos  sites   members communities no mundo vem do grupo de 34 a 49 anos de idade (+11,3 milhões);

Celulares estão tendo um crescente e importante papel nas redes de relacionamento. A Nielsen descobriu que a rede de celulares na Inglaterra possui a maior propensão de acessar as redes de relacionamento por seus aparelhos portáteis, com 23% (2 milhões de pessoas), comparado com 19% nos Estados Unidos (10,6 milhões de pessoas). Esses números representam um grande aumento desde o ano passado (249% na Inglaterra e 156% nos Estados Unidos).

O autor do estudo, que também é diretor de comunicações por meio da EMEA para a Nielsen Online, Alex Burmaster, afirma que as redesde relacionamento não estão apenas crescendo rapidamente. “Também estão evoluindo em abrangência de audiência assim como adquirindo novas funções. Nós nos sentimos obrigados a analisar o  status do mercado global das redes de relacionamentos e considerar quais as implicações que isso traz para nossos clientes, editores e publicitários.”

Entre os mercados que a Nielsen mensurou, a penetração das visitas às redes de relacionamentos e  blogs foram maiores no Brasil, em que 80% da audiência on-line acessa tais sites . A participação do tempo geral na internet nas redes de relacionamento e blogs também foi maior no País, em que quase um em quatro (23% minutos gastos on-line) são usados nesses tipos de sites.

REDES DE RELACIONAMENTO ALA VANCAM O E-COMMERCE

Com esses dados podemos deduzir a importância do monitoramento de marca e tendências pelas redes sociais e  blogs.  Vale a pena, mesmo em pequenas e médias empresas, investir em métricas e sua análise de forma a criar estratégias para cativar e conquistar novos clientes. Incluir canaisde comunicação consistentes, permitir avaliação do produto ou publicação de experiências sobre eles são algumas das infinitas possibilidades. Segundo o site TI Inside, especializado em assuntos relacionados à tecnologia da informação, um estudo da consultoria com Score afirma que o Brasil é o segundo país do mundo em número de acessos a redes sociais e, de acordo com estudo da Pyramid Research , o mercado de smartphones saltará 600% na América Latina até 2014, liderado pelas vendas realizadas em território brasileiro. Corroborando essa informação, de acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria e-Bit, o mercado com maior destaque em 2009 foi o e-commerce , com faturamento na ordem de R$ 4,8 bilhões no primeiro semestre (o que significa aumento de 27% em relação ao mesmo período de 2008).Tais informações indicam um movimento sem volta em direção à virtualização do comércio e dos relacionamentos sociais, apoiados em uma convergência digital nunca antes percebida. Não há como negar que esse novo modo de relacionamento entre as pessoas e, principalmente, de realização de negócios de maneira eletrônica é a grande tendência a ser incorporada nos hábitos das pessoas e organizações para garantia da sobrevivência das mesmas já no mundo atual e no futuro.

Percebe-se que o Brasil é vanguarda entre os países em desenvolvimento em relação ao alto nível de disponibilidade e efetiva usabilidade de negócios eletrônicos. Conclui-se que a razão de tal fenômeno está baseada não somente na capacidade de construção de soluções tecnológicas satisfatórias, mas, fun-damentalmente, na capacidade que temos de nos relacionar sem receios com o mundo virtual – fato que nos difere do restante da humanidade.

Nessa hora, criatividade e inovação são a chave para ter sucesso. Também é importante lembrar de não criar nada sem um bom planejamento e estrutura para conseguir atender às novas demandas.

UIT PROPÕE AÇÕES CONTRA CIBERCRIMES

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) propõe a criação de uma plataforma mundial de cibersegurança para que os países possam defender suas estruturas estratégicas, argumentando que as ameaças pela  web (até mesmo por meio das redes sociais) se tornam um “problema cada vez mais preocupante” em escala mundial. Os Estados Unidos tomaram a dianteira, com representantes do governo americano anunciando um projeto para contratar mil especialistas em cibersegurança entre os melhores do mundo nos próximos três anos. Essa equipe inclui analistas, programadores e engenheirospara ajudar na defesa do país contra ameaças pela rede mundial de computadores e proteger a infraestrutura e os sistemas domésticos na área de tecnologia da informação.

O secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré, prevê que a “terceira guerra mundial possa começar pela internet”. Ele destacou em outubro passado a importância da criação de uma “ciberpaz” cujos países cooperariam entre si. Em um debate realizado na feira de tecnologia em Genebra, WorldTelecom 2009, o ministro da economia e comunicações da Estônia, Juhan Parts, lembrou os ciberataques efetuados contra a infraestrutura de internet em seu país em 2007.

Os ataques teriam sido deflagrados da vizinha Rússia, em meio a uma divergência sobre a realocação, pela Estônia, de um memorial de guerra para soldados da antiga União Soviética na capital estoniana.As diferentes legislações nacionais dificultam o combate às atividades transfronteiras mais comuns na internet, como o  phishing  (forma de fraude eletrônica com tentativas de adquirir informações sigilosas como senhas, número de cartões de crédito, etc). Um analista lembrou que o Reino Unido recentemente sofreu uma onda de ataques de phishing  a partir do Vietnã, país que não tem norma proibindo essa prática.

Durante o evento em Genebra foi apresentado um sistema apontado como o mais moderno em ciber-segurança, o  Impact  ( InternationalMultilateral Partnership Against Cyber Threats ), que pode identificar rapidamente ciberameaças às estruturas nacionais e tomar medidas de prevenção, segundo diretores da iniciativa, que conta com o apoio da UIT. No início de 2008, um centro de alerta mundial relacionado ao Impact  foi instalado na cidade de Cyberjava, na Malásia.

De acordo com Hamadoun Touré, todos os países são dependentes da tecnologia em todos os níveis da atividade econômica. “Comércio, finanças, saúde, distribuição de alimentos, etc, e desmantelar as infraestruturas estratégicas paralisam rapidamente as nações. Ninguém está ao abrigo de um ciberataque”, afirmou o secretário-geral da UIT.

Durante o debate, representantes do setor público e privado insistiram que os governos precisam melhorar a cooperação internacional para reforçar a segurança na internet e impor medidas mais duras para investigar e prender criminosos on-line.

Os participantes consideram que as respostas dos governos ao ciber-crimes tendem a ser mais reativas do que proativas, com as autoridades adotando apenas ações quando os crimes se tornam generalizados. Certos analistas conclamaram os produtoresde equipamentos e software  a aceitar maior responsabilidade para melhorar a segurança on-line, reforçando a segurança em seus produtos.

De acordo com o ex-diretor do Federal Bureau of Investigation (FBI), a Polícia Federal americana, Carlos Solari, hoje vice-presidente para questões de segurança da Alcatel-Lucent, as perdas causadas pelos cibercrimes são gigantescas e aumentam a cada ano. “A UIT criou uma estimativa de receita acima de US$ 100 bilhões em 2007 obtida pelo cibercrime, superando os ganhos do comércio ilegal de drogas pela primeira vez.”

Eugene Kaspersky, executivo-chefe e fundador da Kaspersky Lab, companhia russa de software antivírus, defendeu a mais dura ação de ciber-segurança: a criação de um sistema de identificação global para cada usuário da internet com o objetivo de localizar os criminosos on-line. Outros participantes, todavia, consideram a proposta sem nexo, a começar pelos Estados Unidos, local de origem da internet, cujos usuários são céticos sobre controles adotados pelo governo.

Uma representante da indústria de TI disse que um dos problemas é que não há realmente demanda do mercado de software  de segurança. Contudo, para Touré, o problema é menos técnico do que político.

REGULAÇÃO DA INTERNE T NO PAÍS

O Ministério da Justiça lançou no final de novembro de 2009 o Marco Regulatório Civil da Internet, uma consulta pública em formato de  blog  que vai definir os direitos e responsabilidades bá-sicas no uso da rede mundial. O processo busca criar regras para orientar as ações de indivíduos e organizações que utilizam a web . A intenção não é restringir o acesso nem normatizar localmente o que depende de harmonização internacional para funcionar.

A ideia é definir diretrizes para a ação governamental, tanto no que diz respeito à regulação quanto no que tange à formulação de políticas públicas para a internet. A proposta é reconhecer, proteger e regulamentar direitos fundamentais dos indivíduos, bem como estabelecer com clareza a delimitação da responsabilidade civil de quem atua na rede como prestador de serviço.

Na avaliação do ministro da Justiça, Tarso Genro, a iniciativa de consultar a população é um instrumento de ampliação da democracia no Brasil. “O marco é uma metodologia de construção para garantir a expansão da liberdade e democracia na internet. Isso não significa qualquer contemplação para delito ou uso da internet para fins ilegais.

Significa ampliar o potencial de liberdade via informação e produção de cultura por meio da internet”, ressaltou. O documento também vai servir para estabelecer diretrizes legais que permitam ao judiciário atuar com precisão e de forma fundamentada para a resolução de conflitos envolvendo a utilização da rede. Alguns temas como direitos autorais, comunicação de massa e questões criminais ficarão fora do debate, por já terem discussões estruturais.

“Estamos partindo do pressuposto que a participação popular pode enriquecer o processo de construção de nossas leis. O conhecimento coletivo pode e deve ser usado para aperfeiçoar a elaboração legislativa em nosso País”, destaca o secretário de Assuntos Legislativos, Pedro Abramovay.

A elaboração do documento ocorrerá em duas etapas. A primeira compreenderá um debate em torno de ideias, princípios e valores. O blog  apresenta um texto base contextualizando os principais temaspendentes de regulação e cada parágrafo estará aberto para inserção de comentários.

Cada participante também poderá votar para ranquear, positiva ou negativamente, as contribuições dos demais. Esses votos não significarão, necessariamente, a inclusão ou exclusão de determinado tópico do debate. Como resultado dessa discussão coletiva, o texto será aos poucos modificado. Novosparágrafos, tópicos ou eixos poderão ser incluídos, conforme a demanda, pertinência e desdobramento das discussões. Essas modificações e inclusões serão notificadas por meio do blog . Ao final de cada etapa será elaborada uma proposta de anteprojeto de lei, que levará em consideração os debates realizados.

Na segunda etapa, a discussão terá o mesmo formato, mas ocorrerá em torno da minuta de anteprojeto de lei. Mais uma vez, cada artigo, parágrafo, inciso ou alínea estarão abertos para apresentação de comentário por qualquer interessado. Também os foros de discussão serão usados para o amadurecimento de ideias e para uma discussão irrestrita.

O endereço do blog , onde ocorrerão os debates públicos durante a consulta, é www.culturadigital.br/marcocivil.

As discussões também podem ser acompanhadas pelo Twitter: www.twitter.com/marcocivil.

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